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Copa Airlines: o que os números oficiais mostram

Copa Airlines200

reclamações sobre viagem aérea no consumidor.gov.br, agosto e setembro de 2026

amostra pequena

resolvidas*
27,1%
respondidas
100%
sem avaliação
65%
nota, de 1 a 5
2,14
resposta média
7,1 dias
avaliadas
70
voos internacionais, ago. 2026
885
saída +30 min
4,8%
cancelados
0,2%
Procon-SP 2025
fora das 50 primeiras

* entre as reclamações que o consumidor avaliou. Voos: ANAC, conta nossa.

Antes dos números da Copa, um aviso. Em agosto e setembro de 2026, ela teve 200 reclamações sobre viagem aérea no consumidor.gov.br (o serviço público de reclamações do governo federal). Só 70 pessoas voltaram para dizer se o problema foi resolvido. Com 70 respostas, um punhado de casos muda o percentual de um lado para o outro. Por isso, neste painel, a Copa tem a marca de amostra pequena.

Os três problemas mais registrados

  1. Mala extraviada ou danificada32 · 16%
  2. Demora no reembolso28 · 14%
  3. Atendimento que não resolveu ou demorou18 · 9%

Ir ao site oficial da Copa AirlinesSem preço aqui e sem link pago.

Preparado com carinho pela Equipe ComparaEmpresas · dados lidos em 17/10/2026

Antes dos números da Copa, um aviso. Em agosto e setembro de 2026, ela teve 200 reclamações sobre viagem aérea no consumidor.gov.br (o serviço público de reclamações do governo federal). Só 70 pessoas voltaram para dizer se o problema foi resolvido. Com 70 respostas, um punhado de casos muda o percentual de um lado para o outro. Por isso, neste painel, a Copa tem a marca de amostra pequena.

Isso não deixa os números sem valor. Só muda o jeito de ler. Separamos o que dá para afirmar do que não dá. Sem nota e sem ranking, como no resto do painel.

Por que a Copa está aqui

A Copa é uma companhia do Panamá. Ela não faz voo dentro do Brasil: liga cidades brasileiras ao aeroporto de Tocumen, na Cidade do Panamá. Quem segue para outro destino troca de avião ali. Entre as companhias estrangeiras de grupo próprio, foi a segunda que mais voou de e para o Brasil em agosto de 2026, atrás da TAP, segundo a ANAC.

Foram 885 voos previstos no mês, saindo de 8 aeroportos brasileiros. Os mais frequentes: Guarulhos a Tocumen (170 voos de ida, 169 de volta), Galeão a Tocumen (94) e Confins a Tocumen (45).

O que dá para afirmar

O horário. Este é o dado mais firme, porque vem de todos os voos, não de uma amostra. Em agosto, só 4,8% das saídas da Copa passaram de 30 minutos de atraso. Foi o menor percentual entre os voos internacionais das cinco companhias do painel (GOL com 7,5%, Azul com 13,0%, TAP com 15,2% e LATAM com 18,5%).

E não importa o sentido: 5,0% saindo do Brasil, 4,5% voltando. Acima de 15 minutos, foram 7,8% das saídas; acima de 1 hora, 1,8%. Na chegada, 5,8% dos voos pousaram com mais de 30 minutos de atraso.

O cancelamento. Dos 885 voos previstos, 2 foram cancelados: 0,2%.

A resposta. A Copa respondeu todas as 200 reclamações. O tempo médio até a resposta foi de 7,1 dias, perto da TAP (7,4) e da GOL (6,6), e bem acima da Azul (3,1) e da LATAM (3,3). Esse dado vale para as 200 reclamações, não só para as avaliadas.

Quem reclama. São Paulo responde por 22,0% das reclamações, Minas Gerais por 18,0% e Rio de Janeiro por 10,0%. Faz sentido com as rotas: Guarulhos, Confins e Galeão são três dos aeroportos com mais voos da Copa.

O que não dá para afirmar com certeza

Quanto se resolve. Das 70 pessoas que avaliaram, 27,1% disseram que o problema foi resolvido (19 pessoas). A nota que o passageiro deu, de 1 a 5, ficou em 2,14, na média. São números baixos, mas a amostra é pequena demais para tratar como retrato firme. Dez respostas a mais podem mudar bastante o resultado.

Quem não voltou. 65,0% das pessoas não avaliaram, a maior parte entre as cinco companhias. Não dá para saber o que aconteceu com esses casos.

A mala em primeiro lugar

Com essa ressalva em mente, a lista de problemas tem um desenho que chama atenção. Na Copa, o primeiro lugar não é reembolso, nem cancelamento, nem multa para remarcar. É a mala:

  • extravio ou dano de bagagem: 32 casos (16,0%);
  • demora no reembolso: 28 (14,0%);
  • atendimento que não resolveu ou demorou: 18 (9,0%);
  • cobrança para alterar ou cancelar: 17 (8,5%);
  • oferta não cumprida: 14 (7,0%);
  • atraso: 10 (5,0%);
  • impedido de embarcar por falta de lugar (o "overbooking"): 9 (4,5%);
  • cancelamento: 9 (4,5%).

A mala em primeiro lugar combina com o tipo de viagem. Todos os voos da Copa no Brasil vão ou vêm do Panamá, e quem segue viagem troca de avião lá. Cada troca é uma chance a mais de a mala ficar no caminho.

Pela regra da ANAC, num voo internacional a empresa tem até 21 dias para devolver uma mala extraviada e, depois disso, 7 dias para indenizar. Mala danificada se reclama em até 7 dias depois de recebida. Faça o registro ainda no aeroporto de chegada, antes de sair da área de desembarque.

O overbooking também aparece mais aqui. Nenhuma das três brasileiras tem esse problema entre os oito primeiros. Se acontecer com você, a regra dá a escolha: outro voo, o dinheiro de volta ou outro transporte, além da assistência no aeroporto.

A conexão no Panamá

Para quem vai fazer conexão, a pontualidade da Copa é o dado que mais ajuda. Com menos de 5% de saídas atrasadas mais de 30 minutos, o risco de perder o segundo voo por atraso do primeiro é menor. Mesmo assim, dê preferência a um intervalo que deixe tempo para a mala ser transferida.

Quanto ao que vem incluído na tarifa (mala de mão, mala despachada, item pessoal), confira na tela de pagamento. As regras mudam por tarifa e por destino.

E o Procon-SP?

O Procon de São Paulo não incluiu a Copa entre as 50 empresas com mais reclamações no estado em 2025.

Fica a pergunta

O voo da Copa sai no horário, quase sempre, e esse dado é firme. O que acontece depois que algo dá errado ainda tem pouca resposta para ser lido com segurança. Se você já voou de Copa e teve um problema, como foi resolvido?

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